Ao horizonte não tão distante, porém evitável.
A razão em mim evocava a negativa necessidade de enfrentar tal provação.
Certamente, a estrutura das minhas certezas não sobreviveria a tempestuosidade de tal magnitude.
Certamente.
Fitei o tédio e ele me fitava.
Suas turbulências conceituais não eram nada que eu já não estivesse habituada.
Tornou-se fácil navegar pelo tédio. Mas nada agradável.
E, no horizonte, a tempestade visivelmente provocava o caos.
Tentador.
Fitar a tempestade já causava pequenas turbulências.
Voltei a atenção ao tédio, deveria aportar ao norte em breve.
A razão evocou o fim das distrações.
E assim seria.
Teoricamente.
Os ventos mudam de direção, ajustar o curso.
Não seria surpreendente se estes ventos me levassem a navegar pela tempestade?!
Foco. O porto aguarda ao norte.
E no norte, a tolerância ao nada habita.
Norte.
Último olhar à tempestade, último.
E os ventos a sopravam para a minha direção.
E nesse último olhar, me perdi na maravilha do caos.
Como era belo e inconstante.
Mutável.
O porto ao norte pode esperar.
O Norte sempre estará no mesmo lugar.
E a tempestade é transitória, caótica e destrutiva.
Os ventos sopram a tempestade em minha direção, e ajusto meu curso para ela.
A tempestade é uma mulher.
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